Estão banidos os supermaiôs da natação norte-americana. Neste sábado, 19/Setembro, mais de 400 delegados representando os 50 estados decidiram vetar a utilização da roupa nas competições organizadas pela USA Swimming, órgão máximo da natação nos Estados Unidos. Será que criou-se, realmente, uma tendência? Se sim, em breve a Federação Internacional de Natação deverá discutir o assunto.Apesar da reviravolta causada na natação americana, o buraco é mais embaixo. Bem maior, para ser exato. O assunto não é exclusivo da natação.
Em diversos esportes vemos a influência da tecnologia nos resultados: roupas especiais, calçados, equipamentos levíssimos de última geração, enfim, uma gama de recursos cada vez mais explorados pelos esportistas que detém um orçamento "mais generoso".
Cabe às entidades organizadoras colocar um limite e estabelecer regras o mais rápido possível, sob pena de uma fuga coletiva do esporte. O que importa é participar sim, mas vencer é indiscutivelmente o incentivo maior.
É frustrante entrar em uma competição sabendo que você não veste a melhor roupa disponível, sua raquete não é das mais leves, a chuteira não oferece a mesma vantagem ou sua bike pesa muito mais que as dos adversários. E não pára por aí: mesmo no esporte amador, a correria tecnológica acontece e ainda mais desenfreada.
Se o que determinar o vencedor na maioria dos casos for a tecnologia (cara) empregada, então é bastante provável saber quem vencerá. Perde-se a imprevisibilidade, o espetáculo e a graça.
Outro dia, Fininho comentava em seu blog que o tênis é apontado como esporte elitista. Infelizmente, está aí a diferença social está aí e fazendo-se perceber independente da modalidade.
O esporte engrandece o homem e sempre foi missão do esporte promover a igualdade, a superação do homem por ele mesmo em igualdade de condições. Por isso que cobramos investimentos do Estado nesta área.
Resta saber se as federações e outras organizações esportivas ainda têm este objetivo. Parece que a USA Swimming tem.
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